é o meu espaço, e um espaço para quem mais se interessar, para registrar, desabafar, refletir, questionar e rir das experiências da vida de mãe, de pai, de filho...
19 de setembro de 2012
Mudança de endereço
Escrever, pensar nos filhos... não deixei esta paixão de lado, apenas mudei de endereço. O 2x mãe ficou pequeno. Falar somente da minha experiência materna não estava mais sendo suficiente para mim. Partindo dela, mas também da experiência como psicóloga, estou agora no blog Ninguém cresce sozinho escrevendo sobre educar filhos nos dias de hoje e o processo de construção da parentalidade. Te encontro por lá!
1 de junho de 2012
Emoções de mãe
Uma das mudanças mais marcantes que me aconteceu com a maternidade é que passei a chorar menos. Ainda não sei ao certo qual o motivo, mas sei que o sentido da vida mudou e chorar passou a ser sinônimo de intensa emoção, alegre ou triste.
Mãe emotiva, bobona para alguns, vim chorando sozinha do judô do RoRo para casa. Ele queria fazer as aulas, mas o começo foi tão difícil, se perdia nos golpes (que diga-se de passagem, exigem uma coordenação e tanto), relutava em entrar no tatame, mas foi, cresceu, aprendeu e chegou a hora da primeira prova de mudança de faixa. Não dá para não marejar os olhos. Enfrentar o que era difícil, juntos, ele, o professor e eu, já foi uma vitória. A prova já aconteceu. Trocou a faixa do medo do desconhecido pela faixa do desafio de desbravar o novo. Não tem, para uma mãe, emoção mais intensa do que ver seu moleque crescer de forma tão bonita.
Mãe emotiva, bobona para alguns, vim chorando sozinha do judô do RoRo para casa. Ele queria fazer as aulas, mas o começo foi tão difícil, se perdia nos golpes (que diga-se de passagem, exigem uma coordenação e tanto), relutava em entrar no tatame, mas foi, cresceu, aprendeu e chegou a hora da primeira prova de mudança de faixa. Não dá para não marejar os olhos. Enfrentar o que era difícil, juntos, ele, o professor e eu, já foi uma vitória. A prova já aconteceu. Trocou a faixa do medo do desconhecido pela faixa do desafio de desbravar o novo. Não tem, para uma mãe, emoção mais intensa do que ver seu moleque crescer de forma tão bonita.
21 de maio de 2012
Onde está a dúvida?
Outro dia a Lalinha me perguntou por que todo mundo dizia que o cabelo dela era lindo... A foto responde.
11 de abril de 2012
Ser mãe de mais de + de 1
Normalmente o filho único queixa-se por não ter um irmão. Tenho dois e sempre achei bom poder dividir. Mas dividir mesmo eu aprendi quando tive minha filha, a segunda. Eu ouvia que o "problema" do segundo filho era o primeiro (suas demandas), mas nunca me contaram que é o segundo filho que nos ensina intensamente a matemática louca da vida: somar, dividir, subtrair e multiplicar. Com o primeiro a gente vai vivendo e aprendendo com muito mais tempo e dedicação; afinal, é apenas um.
Lembro-me com muita clareza da cena em que tive o insight do que era a matemática materna: eu amamentava a Lalinha e o RoRo me pedia colo para tomar sua mamadeira (eles têm um ano e onze meses de diferença). A cena já tinha ocorrido algumas vezes, mas esta em que tomei consciência do sentimento de ter que me dividir foi única e fundamental para eu ter a certeza de que é maravilhoso ter mais do que um filho, não sob o ponto de vista da criança, mas sob o ponto de vista da mãe, que ganha uma elasticidade muito grande para ser e estar na relação com os filhos (e todas as outras pessoas). Acho que um único filho ensina isto, mas não com a mesma intensidade que dois, e imagino, três, quatro... Parei nos dois e tenho belas lições todos os dias. Uma delícia!
Lembro-me com muita clareza da cena em que tive o insight do que era a matemática materna: eu amamentava a Lalinha e o RoRo me pedia colo para tomar sua mamadeira (eles têm um ano e onze meses de diferença). A cena já tinha ocorrido algumas vezes, mas esta em que tomei consciência do sentimento de ter que me dividir foi única e fundamental para eu ter a certeza de que é maravilhoso ter mais do que um filho, não sob o ponto de vista da criança, mas sob o ponto de vista da mãe, que ganha uma elasticidade muito grande para ser e estar na relação com os filhos (e todas as outras pessoas). Acho que um único filho ensina isto, mas não com a mesma intensidade que dois, e imagino, três, quatro... Parei nos dois e tenho belas lições todos os dias. Uma delícia!
Marcadores:
primeiro filho,
segundo filho,
ser mãe
3 de abril de 2012
Quem cochicha o rabo espicha
O RoRo divide bastante seu dia a dia conosco. No jantar de ontem contou que as meninas da sua classe cochicham. Perguntei se ele sabia o que era cochichar e ele explicou o que era gesticulando, colocando a boca perto do ouvido do pai, escondida por sua mão. Muito bem. Sabia o que falava. Dissemos que quando as amigas cochicharem ele pode dizer: “quem cochicha o rabo espicha”, mas que ele não poderá achar ruim se elas responderem: “quem reclama o rabo inflama”. Ele achou divertido.
Hoje, voltando da escola (que pena que muitos pais perdem este fantástico momento seguido de tantas experiências ricas), ele diz que as amigas não cochicharam. Repetimos a parlenda e perguntei-lhe se ele sabia o que era espichar. A resposta foi negativa. Expliquei que espichar era crescer, crescer bem rápido.
Lalinha, mais do que depressa, disse: “a tia do Vitor cochicha!”. Aos desavisados, a tia do Vitor é, no imaginário da Lalinha, a mulher mais alta do mundo! Ela espichou demais. Será que cresceu muito por que cochichou na escola, como as amigas do RoRo?!
Hoje, voltando da escola (que pena que muitos pais perdem este fantástico momento seguido de tantas experiências ricas), ele diz que as amigas não cochicharam. Repetimos a parlenda e perguntei-lhe se ele sabia o que era espichar. A resposta foi negativa. Expliquei que espichar era crescer, crescer bem rápido.
Lalinha, mais do que depressa, disse: “a tia do Vitor cochicha!”. Aos desavisados, a tia do Vitor é, no imaginário da Lalinha, a mulher mais alta do mundo! Ela espichou demais. Será que cresceu muito por que cochichou na escola, como as amigas do RoRo?!
Marcadores:
entendendo nosso idioma,
fala de criança,
pensamento infantil
20 de março de 2012
Aprendendo a escrever
É uma delícia acompanhar uma criança em suas hipóteses sobre a linguagem escrita. Esta, da Lalinha, achei fantástica: "morango começa com vaca, olha só, muuuu!". Tentativa e erro não deixa de ser uma forma das crianças aprenderem e a gente se divertir!
MO = MU
Marcadores:
entendendo nosso idioma,
fala de criança,
pensamento infantil
15 de janeiro de 2012
Álbum de figurinha
Já tínhamos comprado alguns álbuns de figurinha para as crianças, mas nunca levamos isto a sério. Eles gostavam de colar as figurinhas onde fosse atraente e não no espaço reservado nos álbuns. Os álbuns ficavam encostados e as figurinhas enchiam gavetas ou enfeitavam seus desenhos. Figurinha tinha conotação de cartela de adesivo.
No semestre passado, depois de um passeio com os avós, o RoRo chegou em casa com o álbum de figurinhas do Carros 2 e alguns pacotinhos de figurinhas. Ele curtiu abri-los, espalhar pelo chão e procurar pelos números, página a página. Depois, contou quantas figurinhas tinha em cada página, quantas tinham em todo o álbum e quantas eram as repetidas. O álbum, pela primeira vez, fez sentido em ser colecionado; deixava de ser mero apelo de consumo para ter uma finalidade educativa. Reconhecer números iguais, ler os números que ultrapassavam a centena, contar quantas figurinhas tinha e quantas faltavam para completar o álbum exercitava sua matemática. Havia também o exercício motor de descolar e colar o adesivo dentro de um campo delimitado e a tentativa de aprimorar a habilidade social da troca.
Os álbuns foram parar na escola e em encontros onde os pais ajudavam os filhos a entender o conceito da troca de figurinha. Com 4-6 anos, a criança não troca figurinha, no sentido literal de dar uma e receber outra. Eles dão aos amigos as repetidas ainda num espírito mais cooperativista do que competitivo. Enquanto pais tentam ajudar seus filhos com uma lista das figurinhas faltantes e repetidas, as crianças sabem, visualmente, quais têm ou não. Sabem, inclusive, o que tem ou não nos álbuns dos amigos. Isto é mais rico do que a troca de figurinha que queríamos ensinar. A troca, nesta idade é doação, é compartilhamento, é interesse pelo outro!
Como mãe que jogou bafo, sinto saudades da época em que as figurinhas eram coladas, mais leves do que as adesivadas de hoje, e permitiam através do jogo mais uma gostosa brincadeira. Mesmo sem poder "bafar", dá para aprender e brincar muito com álbum de figurinha!
No semestre passado, depois de um passeio com os avós, o RoRo chegou em casa com o álbum de figurinhas do Carros 2 e alguns pacotinhos de figurinhas. Ele curtiu abri-los, espalhar pelo chão e procurar pelos números, página a página. Depois, contou quantas figurinhas tinha em cada página, quantas tinham em todo o álbum e quantas eram as repetidas. O álbum, pela primeira vez, fez sentido em ser colecionado; deixava de ser mero apelo de consumo para ter uma finalidade educativa. Reconhecer números iguais, ler os números que ultrapassavam a centena, contar quantas figurinhas tinha e quantas faltavam para completar o álbum exercitava sua matemática. Havia também o exercício motor de descolar e colar o adesivo dentro de um campo delimitado e a tentativa de aprimorar a habilidade social da troca.
Os álbuns foram parar na escola e em encontros onde os pais ajudavam os filhos a entender o conceito da troca de figurinha. Com 4-6 anos, a criança não troca figurinha, no sentido literal de dar uma e receber outra. Eles dão aos amigos as repetidas ainda num espírito mais cooperativista do que competitivo. Enquanto pais tentam ajudar seus filhos com uma lista das figurinhas faltantes e repetidas, as crianças sabem, visualmente, quais têm ou não. Sabem, inclusive, o que tem ou não nos álbuns dos amigos. Isto é mais rico do que a troca de figurinha que queríamos ensinar. A troca, nesta idade é doação, é compartilhamento, é interesse pelo outro!
Como mãe que jogou bafo, sinto saudades da época em que as figurinhas eram coladas, mais leves do que as adesivadas de hoje, e permitiam através do jogo mais uma gostosa brincadeira. Mesmo sem poder "bafar", dá para aprender e brincar muito com álbum de figurinha!
Marcadores:
album de figurinhas,
brincadeiras
11 de janeiro de 2012
Um dia chuvoso no Instituto Butantan
Férias na própria cidade merece uma dose de criatividade para não ter cara de fim de semana comum. Ontem, foi dia do RoRo e da Lalinha dormirem na casa da tia com as primas. Hoje, claro, não queriam se separar. Chovia, mais fino, mais grosso, aquela chuva intermitente, que molha se não estivermos protegidos. Se a tarde e a noite de ontem foram da minha irmã, nada mais justo do que hoje ser meu dia de entreter a galerinha.
Viemos para casa. Eu não estava afim de manter confinadas quatro crianças em um apartamento. Já tinham assistido à TV e explorado quase todos os brinquedos de casa até a hora do almoço. Com chuva, difícil saber quem enlouqueceria antes, eles ou eu (acho que eu!). Por isto, eu procurava um passeio que tivesse cara de lazer, que fosse barato, divertido e novo, que ocupasse a toda a tarde e que fosse perto de casa. Quando estou com as quatro crianças, 3 de 3 e 1 de 5 no meu Paliozinho, meu raio de circulação tem que ser curto (eu infrinjo a lei com duas crianças no meio de duas cadeirinhas, uma no colo da outra). Embora tenha um shopping bem pertinho de casa, abomino a cômoda opção garagem-garagem que os shoppings oferecem. Primeiro por associar lazer a consumo. Segundo, porque criança nesta idade pode bem se molhar em chuva de verão. Não tive dúvida, a opção que atendia a todos os meus requisitos: Instituto Butantan.
Lá fomos nós, a mãe-tia maluca – avessa à shopping, dona de um carro popular onde é fisicamente impossível ser correta transportando 4 crianças em 4 cadeirinhas, e que adorava tomar chuva na infância –, as 3 princesas-bailarinas (trajando saias cor de rosa de fantasias indefinidas, rostos pintados e chinelos de dedo) e nosso guia turístico (já visitara o Instituto no ano anterior) e mediador (às vezes provocador) de encrencas. Um cutucão daqui e outro dali, logo nos deparamos com um lugar lindo. Depois de pelo menos 30 anos da minha única visita aoButantan, não tinha a menor lembrança ou ideia de que encontraríamos ali uma paisagem de férias, daquelas que nos faz esquecer a cidade concretada de todo dia.
Que delícia! Carro estacionado, chuva grossinha. Muitas poças pelo chão e enxurradinhas rua abaixo. Todos felizes por desfilarem com seus queridos e pouco usados guarda-chuvas. Ninguém via ninguém. Algumas trombadas. Pés molhados. Sorrisos nos rostos. Primeira parada: Museu Biológico. Fascínio de uns, temor de outros. Cobra, cobrinha, cobrona! Espaço bonito, bem conservado. Muito bicho esquisito... Segunda parada: banheiro. Se alguém já foi com 3 de 3 e 1 de 5 num banheiro público com 5 guarda-chuvas ensopados pode imaginar que a coisa vai além de um simples xixi. Antes de autorizar os xixis, conferência da limpeza dos banheiros (nota 10). Portas abertas, descarga em série (isso mesmo, fui de cabine em cabine apertando a descarga, alta para crianças). Mãos do RoRo lavadas, mãos da Dodoca lavadas, tudo encaminhado com as outras princesas-bailarinhas. Minha vez de fazer xixi e a voz da moça da limpeza do banheiro em meio às vozes que me falavam que havia confusão, mas não eram claras para eu entender qual a confusão: “Não briguem meninas... Não precisa bater...”. Ai!!!! Bermuda arreada no meio do banheiro. Lalinha e Kicoca se pegaram por causa da pia baixinha, que não foi suficiente para duas lindas espaçosas. Camiseta da Kicoca ensopada e em choro daqueles: “Quero trocar a camiseta!!!!” . Eu não trouxe outra, respondi (sim, me dei o direito de irapenas com uma bolsinha). “Queeeeero ir emboooooora!!!!!”. E uma ideia iluminada. Coloquei um pedaço de papel toalha entre a camiseta molhada e seu corpo. Ganhei um sorriso mais iluminado do que minha ideia. Ótimo. Era vez da terceira parada: macacário. Teve nariz torcido por causa do cheiro da ração e começo de cansaço pelo uso do guarda-chuva (não que a distância de um lugar para outro fosse longa, mas nunca os quatro tinham andado tanto de guarda-chuva!). Lalinha e Kikoca resolveram me entregar seus guarda-chuvas. A chuva era mais leve do que o esforço de manter o braço na mesma posição por, a essa altura, quase 20 minutos.
Subidinha para a última atração. Choro de quero ir embora. Mas o passeio não podia acabar. Ainda estávamos no meio da tarde... Pausa nas visitações com a quarta parada: um diamante negro para cada um na lanchonete (bem ruinzinha) – o lanche para valer nos esperava em casa. Energia reposta, chuva grossa e lá fomos para o Museu de Microbiologia. Que surpresa! Depois de eu tremer de medo de alguém derrubar um microscópio, sossegamos num espaço para crianças, super lúdico e interativo. Foi difícil ir embora. As crianças amaram os jogos da maçã e do iogurte (vale a vista para saberem o que estou falando). Fechamos com uma visita rápida à Praça dos Cientistas, afinal, é hora de voltar para casa quando uma criança tenta tirar os óculos do busto de um dos cientistas!
Indo para o carro encontramos uma excursão de jovens japoneses. Espanto, admiração e vergonha, por só ter voltado ali mais de 30 anos depois. Nunca é tarde. A visita vale muito à pena! Prova disto não são os japoneses, mas a cantoria alegre das crianças e um grito com 8 mãos sobrepostas: “Irmãs irmãs, primos primos, para SEMPRE!”. Delicioso.
Viemos para casa. Eu não estava afim de manter confinadas quatro crianças em um apartamento. Já tinham assistido à TV e explorado quase todos os brinquedos de casa até a hora do almoço. Com chuva, difícil saber quem enlouqueceria antes, eles ou eu (acho que eu!). Por isto, eu procurava um passeio que tivesse cara de lazer, que fosse barato, divertido e novo, que ocupasse a toda a tarde e que fosse perto de casa. Quando estou com as quatro crianças, 3 de 3 e 1 de 5 no meu Paliozinho, meu raio de circulação tem que ser curto (eu infrinjo a lei com duas crianças no meio de duas cadeirinhas, uma no colo da outra). Embora tenha um shopping bem pertinho de casa, abomino a cômoda opção garagem-garagem que os shoppings oferecem. Primeiro por associar lazer a consumo. Segundo, porque criança nesta idade pode bem se molhar em chuva de verão. Não tive dúvida, a opção que atendia a todos os meus requisitos: Instituto Butantan.
Lá fomos nós, a mãe-tia maluca – avessa à shopping, dona de um carro popular onde é fisicamente impossível ser correta transportando 4 crianças em 4 cadeirinhas, e que adorava tomar chuva na infância –, as 3 princesas-bailarinas (trajando saias cor de rosa de fantasias indefinidas, rostos pintados e chinelos de dedo) e nosso guia turístico (já visitara o Instituto no ano anterior) e mediador (às vezes provocador) de encrencas. Um cutucão daqui e outro dali, logo nos deparamos com um lugar lindo. Depois de pelo menos 30 anos da minha única visita aoButantan, não tinha a menor lembrança ou ideia de que encontraríamos ali uma paisagem de férias, daquelas que nos faz esquecer a cidade concretada de todo dia.
Que delícia! Carro estacionado, chuva grossinha. Muitas poças pelo chão e enxurradinhas rua abaixo. Todos felizes por desfilarem com seus queridos e pouco usados guarda-chuvas. Ninguém via ninguém. Algumas trombadas. Pés molhados. Sorrisos nos rostos. Primeira parada: Museu Biológico. Fascínio de uns, temor de outros. Cobra, cobrinha, cobrona! Espaço bonito, bem conservado. Muito bicho esquisito... Segunda parada: banheiro. Se alguém já foi com 3 de 3 e 1 de 5 num banheiro público com 5 guarda-chuvas ensopados pode imaginar que a coisa vai além de um simples xixi. Antes de autorizar os xixis, conferência da limpeza dos banheiros (nota 10). Portas abertas, descarga em série (isso mesmo, fui de cabine em cabine apertando a descarga, alta para crianças). Mãos do RoRo lavadas, mãos da Dodoca lavadas, tudo encaminhado com as outras princesas-bailarinhas. Minha vez de fazer xixi e a voz da moça da limpeza do banheiro em meio às vozes que me falavam que havia confusão, mas não eram claras para eu entender qual a confusão: “Não briguem meninas... Não precisa bater...”. Ai!!!! Bermuda arreada no meio do banheiro. Lalinha e Kicoca se pegaram por causa da pia baixinha, que não foi suficiente para duas lindas espaçosas. Camiseta da Kicoca ensopada e em choro daqueles: “Quero trocar a camiseta!!!!” . Eu não trouxe outra, respondi (sim, me dei o direito de ir
Subidinha para a última atração. Choro de quero ir embora. Mas o passeio não podia acabar. Ainda estávamos no meio da tarde... Pausa nas visitações com a quarta parada: um diamante negro para cada um na lanchonete (bem ruinzinha) – o lanche para valer nos esperava em casa. Energia reposta, chuva grossa e lá fomos para o Museu de Microbiologia. Que surpresa! Depois de eu tremer de medo de alguém derrubar um microscópio, sossegamos num espaço para crianças, super lúdico e interativo. Foi difícil ir embora. As crianças amaram os jogos da maçã e do iogurte (vale a vista para saberem o que estou falando). Fechamos com uma visita rápida à Praça dos Cientistas, afinal, é hora de voltar para casa quando uma criança tenta tirar os óculos do busto de um dos cientistas!
Indo para o carro encontramos uma excursão de jovens japoneses. Espanto, admiração e vergonha, por só ter voltado ali mais de 30 anos depois. Nunca é tarde. A visita vale muito à pena! Prova disto não são os japoneses, mas a cantoria alegre das crianças e um grito com 8 mãos sobrepostas: “Irmãs irmãs, primos primos, para SEMPRE!”. Delicioso.
10 de janeiro de 2012
No cardápio: matemática da vida
Batata frita, filé de frango, alcachofra, pepino, cenoura, vagem, suco de maracujá e muita conversa de criança no jantar de hoje.
Kika, minha sobrinha que conta feliz que seu aniversário de 4 anos está chegando, conta também que sua mãe tem 21 anos. Imediatamente pensei: "Então tenho 19 as vésperas dos 40. Maravilha!".
Na função de mãe e tia, que deixa viajar mas também traz para a realidade, não pude deixar de corrigir que a mãe vai fazer 2 x 21 = 42. “Ah é”, disse ela, e não parou aí: “Minha mãe está cheia de cabelo branco, aqui ó (mostrando o cocuruto). Ela pinta, por isso que não dá para ver... Ela está ficando velhinha, bem velhinha... E eu estou crescendo.”
O jantar não virou aula de matemática, mas depois de quadruplicar a idade da mãe, sim, porque velhinha tem 84 (me perdoem as de 84, mas ainda não me imagino nesta idade e velhinha tem sempre a idade que a gente não se imagina), não pude deixar de dizer, coma tudo para você crescer bem forte!
Kika, minha sobrinha que conta feliz que seu aniversário de 4 anos está chegando, conta também que sua mãe tem 21 anos. Imediatamente pensei: "Então tenho 19 as vésperas dos 40. Maravilha!".
Na função de mãe e tia, que deixa viajar mas também traz para a realidade, não pude deixar de corrigir que a mãe vai fazer 2 x 21 = 42. “Ah é”, disse ela, e não parou aí: “Minha mãe está cheia de cabelo branco, aqui ó (mostrando o cocuruto). Ela pinta, por isso que não dá para ver... Ela está ficando velhinha, bem velhinha... E eu estou crescendo.”
O jantar não virou aula de matemática, mas depois de quadruplicar a idade da mãe, sim, porque velhinha tem 84 (me perdoem as de 84, mas ainda não me imagino nesta idade e velhinha tem sempre a idade que a gente não se imagina), não pude deixar de dizer, coma tudo para você crescer bem forte!
Marcadores:
fala de criança,
pensamento infantil
8 de dezembro de 2011
Mãe não é avestruz
Vergonha pouca é bobagem para mãe de filhos entre dois e quatro anos. Sim, porque o terrível dois não acaba com os três anos, ainda mais quando se tem uma taurina em casa (nunca fui muito atrás de astrologia, mas entendi, na prática, que o taurino é touro porque vem com tudo!).
Minha pequena charmosa recebe elogios rasgados na versão gente, mas na versão touro... sai da frente! Tinha parado de bater e chamar as pessoas de “bobinhas”, que, para mim, aos três anos, é xingamento. Ontem, enquanto o médico prescrevia uma receita e ela queria ir para casa, sem a menor cerimônia, levantou a mão e foi mais rápida que minha defesa. Resultado, tomei um tapa sem dó (detalhe, ela tem castigo, mas não apanha dos pais). Hoje, com chuva, programa básico de fim de ano: ver enfeite de Natal em um shopping center, as três da tarde. A dona de madeixas que inveja loiras de plantão, cansada e com sono (mas não se entrega numa soneca depois do almoço) quis um sorvete na hora do lanche. O irmão e a prima seguiram o protocolo de escolher e pesar, mas a enfurecida taurina queria o sorvete sem pesar. Gritou, levantou a mão e me mandou calar a boca quando tentei – calma, educada, mas frustrada – explicar que não podia tomar o sorvete sem pagar.
Não existia buraco para eu me enfiar. A confeitaria lotada, aquele monte de atendente me olhando como se eu fosse um monstro (nessas horas o monstro é a mãe, que não educa) e minha filha gritando (porque a esta altura já tinha me dado outro tapa – ela sempre é mais veloz do que eu!!!!), chamado a plateia de “feias” e me mandado calar a boca. Nunca a mandei calar a boca e se eu tivesse feito isso há quase quarenta anos atrás eu teria tomado da minha mãe um safanão na boca.
Buraco não tinha. A conta ainda precisava ser paga. Eu tinha mais duas crianças e minha mãe. A vergonha tomara outra dimensão, aquela que anestesia corpo e mente, paralisando qualquer sentimento e ação. Sentei-me, sobrevivi a todos os olhares fuzilantes; ouvi uma palavra amiga da senhora da mesa ao lado: “Tive cinco, deixa, uma hora passa”.
Minha tourinha pediu colo. Abracei-a, seguindo a mesma atitude dos seus momentos de birra por cansaço. Lalinha foi voltando a forma gente. A anestesia foi perdendo seu efeito e comentei com minha mãe que tive vontade de deixa-la gritando em frente ao balcão do sorvete, longe de onde estávamos, mas que eu não podia: “Vá que alguém resolve leva-la”. A neta mais velha não teve dúvida e disse: “Mas quem iria querer levar uma menina birrenta?”. Será que na próxima eu posso fazer o que já fiz muitas vezes de deixar chorar até se acalmar e só aí eu voltar? Ai que vontade!
Minha pequena charmosa recebe elogios rasgados na versão gente, mas na versão touro... sai da frente! Tinha parado de bater e chamar as pessoas de “bobinhas”, que, para mim, aos três anos, é xingamento. Ontem, enquanto o médico prescrevia uma receita e ela queria ir para casa, sem a menor cerimônia, levantou a mão e foi mais rápida que minha defesa. Resultado, tomei um tapa sem dó (detalhe, ela tem castigo, mas não apanha dos pais). Hoje, com chuva, programa básico de fim de ano: ver enfeite de Natal em um shopping center, as três da tarde. A dona de madeixas que inveja loiras de plantão, cansada e com sono (mas não se entrega numa soneca depois do almoço) quis um sorvete na hora do lanche. O irmão e a prima seguiram o protocolo de escolher e pesar, mas a enfurecida taurina queria o sorvete sem pesar. Gritou, levantou a mão e me mandou calar a boca quando tentei – calma, educada, mas frustrada – explicar que não podia tomar o sorvete sem pagar.
Não existia buraco para eu me enfiar. A confeitaria lotada, aquele monte de atendente me olhando como se eu fosse um monstro (nessas horas o monstro é a mãe, que não educa) e minha filha gritando (porque a esta altura já tinha me dado outro tapa – ela sempre é mais veloz do que eu!!!!), chamado a plateia de “feias” e me mandado calar a boca. Nunca a mandei calar a boca e se eu tivesse feito isso há quase quarenta anos atrás eu teria tomado da minha mãe um safanão na boca.
Buraco não tinha. A conta ainda precisava ser paga. Eu tinha mais duas crianças e minha mãe. A vergonha tomara outra dimensão, aquela que anestesia corpo e mente, paralisando qualquer sentimento e ação. Sentei-me, sobrevivi a todos os olhares fuzilantes; ouvi uma palavra amiga da senhora da mesa ao lado: “Tive cinco, deixa, uma hora passa”.
Minha tourinha pediu colo. Abracei-a, seguindo a mesma atitude dos seus momentos de birra por cansaço. Lalinha foi voltando a forma gente. A anestesia foi perdendo seu efeito e comentei com minha mãe que tive vontade de deixa-la gritando em frente ao balcão do sorvete, longe de onde estávamos, mas que eu não podia: “Vá que alguém resolve leva-la”. A neta mais velha não teve dúvida e disse: “Mas quem iria querer levar uma menina birrenta?”. Será que na próxima eu posso fazer o que já fiz muitas vezes de deixar chorar até se acalmar e só aí eu voltar? Ai que vontade!
Marcadores:
birra,
fala de criança,
ser mãe
25 de novembro de 2011
Dente de Leite
Escovo os dentes dos meus filhos todas as noites - minha revisão é sagrada - e eu não havia percebido que um dos incisivos do RoRo estava ficando molinho. Um dia, comendo um tolete de palmito em conserva, o RoRo dá um grito dizendo que o palmito tinha machucado seu dente porque estava muito duro. Achei estranho, cortei o tolete em rodelas. Estava macio, mas a região do dente sangrava. Depois que virei mãe encaro sangue, finjo que sou durona ao ver machucado, mas sou daquelas patifes que fecha os olhos quando vê a agulha de uma injeção.
Um pouco mais aflita do que o RoRo, liguei para a dentista. Como um palmito podia causar tamanho estrago? Nem passou pela minha cabeça que, com 5 anos e meio, o dente de leite pudesse estar mole. Para mim, dente só caía depois dos sete!
E patife que sou, lá fui eu na dentista para me preparar emocionalmente para a queda do primeiro dente do RoRo (muito mais eu do que ele!). O dente mole não era trauma causado pelo palmitomole; era só mais um sinalzinho de crescimento do meu garoto. Foi um bom momento para tirar todas as nossas dúvidas, dar uma pausa para a ansiedade do novo com sangue!
Exercícios diários para o dente amolecer não foram suficientes para o primeiro dentinho cair naturalmente. O permanente que vinha embaixo rasgou a gengiva apontando feliz da vida atrás do dente que estava com preguiça de amolecer para valer. Resultado, extração na cadeira da dentista. Santa Giselle! Livrei-me do primeiro fio dental amarrado no dente e na maçaneta da porta (até hoje não sei se isso é real ou fantasia, mas que isso acontecia quando eu era criança, acontecia!) ou do lenço de pano, que nem tenho, para com muita força e coragem dar aquele puxão que manchava o lenço branco de vermelho. Pânico de sangue; pânico de anestesia de dentista, que na única vez que meus pais viajaram sozinhos quando éramos crianças, meu irmão teve um problema qualquer no dente e tomou infinitas anestesias que não pegaram. Lembro-me dele chorar e não queria que o RoRo sofresse daquela maneira. Santa Giselle, mais uma vez, que com uma habilidade incrível foi conversando com o RoRo enquanto o anestesiava, que me deixou em dúvida sobre o quanto tudo aquilo era história ou estória. O fato é que nem o RoRo, nem eu, percebemos o dente ser extraído. Logo veio o picolé de uva, o dentinho e o alívio, de ambas as partes (ele também tinha seus temores de como e quando aquele dente ia cair).
Fiquei em dúvida se a Fada do Dente passaria em casa ou não. Com quase 6 anos começo a achar meio sem sentido cultivar as figuras fictícias. Na dúvida, ela não passou. Claro que dois dias depois meu banguelinha queria saber por que a Fada do Dente não tinha passado em casa. Eu tinha a resposta-desculpa: o dente estava guardado no "Livro Porta Dentinhos de Leite" (presente da Santa Giselle no dia seguinte da história do palmito) e uma vez lá, a fada não teria como pegá-lo. Como tudo, a fadinha foi esquecida...
O dentinho vizinho estava começando a ficar mole. Achei que este lance de cair dente era meio efeito dominó - cai o primeiro, dias depois o segundo, o terceiro e por aí vai. Mas não foi bem assim. O vizinho não amoleceu muito, não apareceu dente rasgando a gengiva atrás, desencanei. E quando isso aconteceu, lá começou o vizinho a reclamar a cada mordida em uma comida mais dura, com choro, perguntas e muitos temores que rondaram no capítulo "primeiro dentinho". "E se cair na escola?". A professora guarda, cuida, põe gelinho. E a mãe, pensei, fica livre do segundo! Mas para quê pensar nisto? O debaixo está sossegado no canto dele; o molinho ainda não está pendurado, tem tempo... Antes do Natal não cai. Quem disse?
Fada existe. Ela, quando a gente menos espera, aparece para dizer oi.
Hoje, no meio da correria da criançada em casa (eram cinco crianças), o RoRo vem gritando: "Mamãe, mamãe, mamãe... Meu dente caiu quando eu vesti a camiseta! Eu mordi a camiseta e ele caiu!" Ele estava feliz, radiante com o segundo dentinho na mão, limpíssimo. Olhei a gengiva, mal tinha um ponto vermelho. Mais uma vez escapei! Ufa!
Na hora pensei na Fada daquele dentinho, que hoje faria aniversário e estaria dando risada se estivesse compartilhando a alegria e o entusiasmo da criança que ela mais adorava - não que não adorasse os outros, mas o RoRo era especial para ela, e ela, muito especial para ele. Saudades da tia Tila. Seu último aniversário foi em casa, com as crianças que ela adorava. Meu bolo era capaz de arrancar dente, o pior que já fiz, mas a alegria de estar cercada das crianças foi grande. Foi sua despedida, assim, meio de surpresa, como o dentinho que parece que vai cair mas não cai. Mas quando chega a hora, ninguém segura.
Um pouco mais aflita do que o RoRo, liguei para a dentista. Como um palmito podia causar tamanho estrago? Nem passou pela minha cabeça que, com 5 anos e meio, o dente de leite pudesse estar mole. Para mim, dente só caía depois dos sete!
E patife que sou, lá fui eu na dentista para me preparar emocionalmente para a queda do primeiro dente do RoRo (muito mais eu do que ele!). O dente mole não era trauma causado pelo palmito
Exercícios diários para o dente amolecer não foram suficientes para o primeiro dentinho cair naturalmente. O permanente que vinha embaixo rasgou a gengiva apontando feliz da vida atrás do dente que estava com preguiça de amolecer para valer. Resultado, extração na cadeira da dentista. Santa Giselle! Livrei-me do primeiro fio dental amarrado no dente e na maçaneta da porta (até hoje não sei se isso é real ou fantasia, mas que isso acontecia quando eu era criança, acontecia!) ou do lenço de pano, que nem tenho, para com muita força e coragem dar aquele puxão que manchava o lenço branco de vermelho. Pânico de sangue; pânico de anestesia de dentista, que na única vez que meus pais viajaram sozinhos quando éramos crianças, meu irmão teve um problema qualquer no dente e tomou infinitas anestesias que não pegaram. Lembro-me dele chorar e não queria que o RoRo sofresse daquela maneira. Santa Giselle, mais uma vez, que com uma habilidade incrível foi conversando com o RoRo enquanto o anestesiava, que me deixou em dúvida sobre o quanto tudo aquilo era história ou estória. O fato é que nem o RoRo, nem eu, percebemos o dente ser extraído. Logo veio o picolé de uva, o dentinho e o alívio, de ambas as partes (ele também tinha seus temores de como e quando aquele dente ia cair).
Fiquei em dúvida se a Fada do Dente passaria em casa ou não. Com quase 6 anos começo a achar meio sem sentido cultivar as figuras fictícias. Na dúvida, ela não passou. Claro que dois dias depois meu banguelinha queria saber por que a Fada do Dente não tinha passado em casa. Eu tinha a resposta-desculpa: o dente estava guardado no "Livro Porta Dentinhos de Leite" (presente da Santa Giselle no dia seguinte da história do palmito) e uma vez lá, a fada não teria como pegá-lo. Como tudo, a fadinha foi esquecida...
O dentinho vizinho estava começando a ficar mole. Achei que este lance de cair dente era meio efeito dominó - cai o primeiro, dias depois o segundo, o terceiro e por aí vai. Mas não foi bem assim. O vizinho não amoleceu muito, não apareceu dente rasgando a gengiva atrás, desencanei. E quando isso aconteceu, lá começou o vizinho a reclamar a cada mordida em uma comida mais dura, com choro, perguntas e muitos temores que rondaram no capítulo "primeiro dentinho". "E se cair na escola?". A professora guarda, cuida, põe gelinho. E a mãe, pensei, fica livre do segundo! Mas para quê pensar nisto? O debaixo está sossegado no canto dele; o molinho ainda não está pendurado, tem tempo... Antes do Natal não cai. Quem disse?
Fada existe. Ela, quando a gente menos espera, aparece para dizer oi.
Hoje, no meio da correria da criançada em casa (eram cinco crianças), o RoRo vem gritando: "Mamãe, mamãe, mamãe... Meu dente caiu quando eu vesti a camiseta! Eu mordi a camiseta e ele caiu!" Ele estava feliz, radiante com o segundo dentinho na mão, limpíssimo. Olhei a gengiva, mal tinha um ponto vermelho. Mais uma vez escapei! Ufa!
Na hora pensei na Fada daquele dentinho, que hoje faria aniversário e estaria dando risada se estivesse compartilhando a alegria e o entusiasmo da criança que ela mais adorava - não que não adorasse os outros, mas o RoRo era especial para ela, e ela, muito especial para ele. Saudades da tia Tila. Seu último aniversário foi em casa, com as crianças que ela adorava. Meu bolo era capaz de arrancar dente, o pior que já fiz, mas a alegria de estar cercada das crianças foi grande. Foi sua despedida, assim, meio de surpresa, como o dentinho que parece que vai cair mas não cai. Mas quando chega a hora, ninguém segura.
21 de novembro de 2011
Quero ser menino!
A famosa "inveja do pênis" descrita por Freud não é assunto de livro. Há algumas semanas a Lalinha vem dizendo que quer ser menino. Quando questionada sobre o por quê de querer ser menino, nunca deu muita explicação. Um dia a vejo em frente ao vaso sanitário, em pé, tentando fazer xixi como menino. Quando me viu, chorou: "Quero ser menino! Quero fazer xixi em pé!". Como se a potência viesse daí... Mal sabe ela que mesmo fazendo xixi sentada ela já tem uma determinação que muito marmanjo que faz xixi em pé não tem idéia do que é... Enquanto ela descobre sua potência, viva o xixi no ralo!
Marcadores:
da teoria à prática,
no banheiro,
pensamento infantil
4 de novembro de 2011
Filho crescido...
Sempre ouvi a frase "Filho crescido, trabalho dobrado". Recentemente ouvi uma que gostei mais: "Filho é igual a game, a fase seguinte é sempre mais difícil!".
Marcadores:
crescimento,
dito popular,
ser mãe
2 de novembro de 2011
Como nasce um comerciante
Na escola, o RoRo aprendeu a confeccionar envelope de papel. O gosto pela transformação do sulfite retangular em um quadrado, e deste num envelope, tem consumido boa parte do seu tempo.
Hoje, feriado, saindo para um passeio com a família, ele falou: "Tive uma ideia!". Mais uma entre as inúmeras ideias que tem todos os dias: "Ao invés de pedir moeda para o vovô, a vovó, a tia Bia... para colocar no cofrinho, a gente pode fazer envelope, dar para eles o envelope e eles dão uma moeda. Assim, a gente não precisa mais pedir moeda; eles dão moeda no lugar do envelope".
Dissemos que aquela era uma boa ideia e ele questionou: "Mas onde a gente coloca o envelope?". Indaguei: "Como assim?". E a resposta já estava pronta: "Ah, lá no zero!". Ele percebeu que não podia se restringir apenas aos poucos adultos da família que contribuem com seu cofrinho. Ele precisava de mais gente e sabe que onde tem a maior circulação de pessoas no prédio onde moramos é no zero, o térreo.
Rapidamente vieram cenas da minha infância onde, com uma mesinha em frente ao portão de casa, eu tentava vender bala, maçã, sabonete pintado e pulseira feita com fio de telefone. Eu tinha 7-8 anos, me divertia com a brincadeira e não virei comerciante. Talvez meu filho vire, ou apenas se divirta em transformar papéis em envelopes coloridos com seus desenhos e escrito seu nome no remetente de algum destinatário que gosta muito.
Marcadores:
descobertas infantis,
pensamento infantil,
ser mãe
23 de outubro de 2011
Agora não é depois
A Lalinha estava toda tagarela sentada na privada do banheiro do restaurante. Honestamente, para mim, não era o lugar mais agradável de estar, ainda mais com comida esperando na mesa.
Pergunto:
- "Acabou?"
- "Ainda não, depois."
E o papo corre solto. O tempo também.
Outra vez pergunto:
- "Acabou?"
- "Agora não é depois."
Engoli minha língua e esperei depois chegar ouvindo suas observação daquele ambiente.
Pergunto:
- "Acabou?"
- "Ainda não, depois."
E o papo corre solto. O tempo também.
Outra vez pergunto:
- "Acabou?"
- "Agora não é depois."
Engoli minha língua e esperei depois chegar ouvindo suas observação daquele ambiente.
Marcadores:
entendendo nosso idioma,
fala de criança,
ser mãe
20 de outubro de 2011
Um pouquinho sobre brinquedo e consumo
O Dia das Crianças passou e uma série de matérias sobre o consumo infantil foram publicadas em decorrência da enxurrada de publicidade dirigida a este público. Confesso que fiquei estonteada com o volume de informações que os comerciais do Discovery Kids veicularam em sua programação próximo à data (falo do Discovery Kids porque este é o canal mais assistido em casa). Não que no dia a dia isto não aconteça, mas nos dias que antecederam o 15 de Outubro não tínhamos tempo de assimilar uma propaganda que outra já saltava da tela. Não tinham as "chamadas educativas" do canal, que fazem o intervalo um pouco mais leve (mesmo que muitos deles sejam patrocinados por empresas que focam o consumo infantil, o conteúdo não é apelativo e bombástico, que despeja um monte de informação acelerada em alguns poucos segundos). Fico imaginando isso na cabeça de uma criança que ainda não tem capacidade de julgamento. Só dá tempo de, na mesma velocidade, dizer: "eu quero, eu quero, eu quero, eu quero, eu quero". Ou, que significa a mesma coisa: "Compra esse? Compra esse? Compra esse? Compra esse? Compra esse?" (ainda que em casa vem na forma de interrogação porque já sabem que nem tudo a gente compra, bem diferente da maioria, que vem com uma baita exclamação no final!).
Em dois meses teremos o Natal e, diante da avalanche de novos e velhos produtos destinados ao público infantil, enfrentaremos outra vez o dilema do que fazer com a compulsão ao consumo que é despertada e/ou aguçada na criança especialmente nas datas comerciais.
Conter o desejo de consumo fica mais difícil nos indivíduos e famílias onde consumir é o principal lazer e a ideia de ter sobrepõe-se a ideia de ser. Indo mais longe um pouco, consumir pode ser a maneira encontrada para suprir, quase sempre inconscientemente, o vazio existencial.
Por que, no caso da criança, não preencher o que falta com carinho, afeto, companheirismo, compreensão? Porque isso tudo não se pega em uma prateleira, precisa ser construído diariamente e, portanto, dá um trabalho danado. O velho ditado "cada um dá o que tem" cabe muito bem aqui. Quem consegue de fato preencher as lacunas emocionais da criança (e, antes de mais nada as suas próprias) consegue dar o que a criança precisa e, consequentemente, sua necessidade de consumo material diminui. O apelo ao novo brinquedo passa a ser uma frase que evapora como água em dia quente. A criança esquece o que viu e não passa o dia inteiro martelando seu querer.
Não sou radical em achar que criança não deve ganhar presentes ou que brinquedos só tem valor se forem construídos pela ou com a criança. Sou contra o consumo exagerado e a substituição da qualidade da relação que se tem com a criança pelo consumo de qualquer natureza.
Qualquer um que parar e pensar nas coisas boas da infância vai fazer referência a experiências e pessoas. Um brinquedo pode até ser um meio para isso, mas nunca o viés principal. Se analisarmos o que faz uma criança feliz também veremos que não é um brinquedo, mas experiências que envolvem pessoas. Mas, como proporcionar simples e bons momentos com crianças se nós adultos também estamos mergulhados na cultura do caminho mais curto e da auto-satisfação? Entre jogar bola com uma criança ou jogar um jogo eletrônico, entre fazer um bolo em casa ou abrir um pacotinho já pronto, entre usar tinta ou colar uma cartela de adesivos numa folha de papel, entre ir na esquina de carro ou a pé, entre fazer um bolinho com amigos para comemorar o aniversário ou contratar um super buffet, entre passar esmalte na unha da filha ou leva-la ao cabelereiro para ter um dia de princesa, entre fazer piquenique num parque ou lanchar numa lanchonete, entre trazer amigos para brincar em casa ou se encontrar na rua, entre construir um castelo com blocos de montar e revistas ou ter um que não se transforma em mais nada, entre brincar com um boneco multicoisas ou um boneco que vem com frase pronta, qual a sua escolha? A sua é também a do seu filho ou da criança que você cuida.
Não importa o tempo que os pais têm com os filhos, não importa o tempo que eles ficam na escola, em atividades extra curriculares ou com babás. Qualquer um que esteja com uma criança precisa propiciar-lhe experiências criativas e afetivas. Se os pais, as escolas, os cuidadores não conseguem isto, esta criança está fadada a querer tudo o que vê pela frente, sem limite, sem compreensão de que não precisa o que o comercial de TV anuncia.
Um bom brinquedo é aquele com o qual a criança é capaz de viver experiências afetivas e criativas. Pensemos nas bonecas. Elas não precisam falar, andar e comer de verdade. Uma boneca que engatinha, só engatinha; a que fala, só fala as frases programadas. Para uma boa brincadeira basta uma boneca sem características específicas porque com ela é a criança quem determina as características que deseja que a boneca tenha. As bonecas com características específicas chamam a atenção da criança num primeiro momento pois, como não são capazes de proporcionar uma brincadeira criativa, logo são postas de escanteio. Mais um brinquedo para guardar. Mais dinheiro que podia ser poupado.
Antes de comprar um novo brinquedo é importante refletir quais são os brinquedos que a criança realmente brinca e quais são deixados de lado. O que cada um deles propicia e agrega no desenvolvimento da criança? O mesmo vale para roupas, alimentos, lazer. Uma roupa não deve ser comprada só porque a criança quer ou a mãe acha bonita. Quantas vezes a criança vai usar aquela roupa? Ela é confortável, apropriada para a idade, para o clima? A comida que se compra é a mais fácil de se comer ou a mais saudável? O passeio é para a criança ou para o adulto? Consumir é uma questão de princípios, valores e condição emocional. Por isto, tenho um pouco de dúvida do quanto a publicidade em si é a grande vilã da história. Quando o núcleo familiar é coerente e firme com seus valores a publicidade perde sua força em seu objetivo de inundar nossa alma com o desejo de ter. A família consegue bancar suas decisões e a criança, segura em seu porto, consegue entender, mesmo bem pequena, que nem tudo que é anunciado é necessário ou vale à pena ter. Mais do que lutar contra a publicidade, devemos lutar contra nossa tendência de acomodação, de conforto, de busca pelo caminho mais curto. Se educamos crianças, temos a obrigação do diálogo, do questionamento e da reflexão, inclusive sobre o consumo. Consumo consciente hoje é atitude consciente amanhã. Atitude consciente hoje é um mundo melhor amanhã.
Em dois meses teremos o Natal e, diante da avalanche de novos e velhos produtos destinados ao público infantil, enfrentaremos outra vez o dilema do que fazer com a compulsão ao consumo que é despertada e/ou aguçada na criança especialmente nas datas comerciais.
Conter o desejo de consumo fica mais difícil nos indivíduos e famílias onde consumir é o principal lazer e a ideia de ter sobrepõe-se a ideia de ser. Indo mais longe um pouco, consumir pode ser a maneira encontrada para suprir, quase sempre inconscientemente, o vazio existencial.
Por que, no caso da criança, não preencher o que falta com carinho, afeto, companheirismo, compreensão? Porque isso tudo não se pega em uma prateleira, precisa ser construído diariamente e, portanto, dá um trabalho danado. O velho ditado "cada um dá o que tem" cabe muito bem aqui. Quem consegue de fato preencher as lacunas emocionais da criança (e, antes de mais nada as suas próprias) consegue dar o que a criança precisa e, consequentemente, sua necessidade de consumo material diminui. O apelo ao novo brinquedo passa a ser uma frase que evapora como água em dia quente. A criança esquece o que viu e não passa o dia inteiro martelando seu querer.
Não sou radical em achar que criança não deve ganhar presentes ou que brinquedos só tem valor se forem construídos pela ou com a criança. Sou contra o consumo exagerado e a substituição da qualidade da relação que se tem com a criança pelo consumo de qualquer natureza.
Qualquer um que parar e pensar nas coisas boas da infância vai fazer referência a experiências e pessoas. Um brinquedo pode até ser um meio para isso, mas nunca o viés principal. Se analisarmos o que faz uma criança feliz também veremos que não é um brinquedo, mas experiências que envolvem pessoas. Mas, como proporcionar simples e bons momentos com crianças se nós adultos também estamos mergulhados na cultura do caminho mais curto e da auto-satisfação? Entre jogar bola com uma criança ou jogar um jogo eletrônico, entre fazer um bolo em casa ou abrir um pacotinho já pronto, entre usar tinta ou colar uma cartela de adesivos numa folha de papel, entre ir na esquina de carro ou a pé, entre fazer um bolinho com amigos para comemorar o aniversário ou contratar um super buffet, entre passar esmalte na unha da filha ou leva-la ao cabelereiro para ter um dia de princesa, entre fazer piquenique num parque ou lanchar numa lanchonete, entre trazer amigos para brincar em casa ou se encontrar na rua, entre construir um castelo com blocos de montar e revistas ou ter um que não se transforma em mais nada, entre brincar com um boneco multicoisas ou um boneco que vem com frase pronta, qual a sua escolha? A sua é também a do seu filho ou da criança que você cuida.
Não importa o tempo que os pais têm com os filhos, não importa o tempo que eles ficam na escola, em atividades extra curriculares ou com babás. Qualquer um que esteja com uma criança precisa propiciar-lhe experiências criativas e afetivas. Se os pais, as escolas, os cuidadores não conseguem isto, esta criança está fadada a querer tudo o que vê pela frente, sem limite, sem compreensão de que não precisa o que o comercial de TV anuncia.
Um bom brinquedo é aquele com o qual a criança é capaz de viver experiências afetivas e criativas. Pensemos nas bonecas. Elas não precisam falar, andar e comer de verdade. Uma boneca que engatinha, só engatinha; a que fala, só fala as frases programadas. Para uma boa brincadeira basta uma boneca sem características específicas porque com ela é a criança quem determina as características que deseja que a boneca tenha. As bonecas com características específicas chamam a atenção da criança num primeiro momento pois, como não são capazes de proporcionar uma brincadeira criativa, logo são postas de escanteio. Mais um brinquedo para guardar. Mais dinheiro que podia ser poupado.
Antes de comprar um novo brinquedo é importante refletir quais são os brinquedos que a criança realmente brinca e quais são deixados de lado. O que cada um deles propicia e agrega no desenvolvimento da criança? O mesmo vale para roupas, alimentos, lazer. Uma roupa não deve ser comprada só porque a criança quer ou a mãe acha bonita. Quantas vezes a criança vai usar aquela roupa? Ela é confortável, apropriada para a idade, para o clima? A comida que se compra é a mais fácil de se comer ou a mais saudável? O passeio é para a criança ou para o adulto? Consumir é uma questão de princípios, valores e condição emocional. Por isto, tenho um pouco de dúvida do quanto a publicidade em si é a grande vilã da história. Quando o núcleo familiar é coerente e firme com seus valores a publicidade perde sua força em seu objetivo de inundar nossa alma com o desejo de ter. A família consegue bancar suas decisões e a criança, segura em seu porto, consegue entender, mesmo bem pequena, que nem tudo que é anunciado é necessário ou vale à pena ter. Mais do que lutar contra a publicidade, devemos lutar contra nossa tendência de acomodação, de conforto, de busca pelo caminho mais curto. Se educamos crianças, temos a obrigação do diálogo, do questionamento e da reflexão, inclusive sobre o consumo. Consumo consciente hoje é atitude consciente amanhã. Atitude consciente hoje é um mundo melhor amanhã.
Marcadores:
brincadeiras,
consumo,
educação,
escolha do brinquedo,
família,
tarefa dos pais
17 de outubro de 2011
Por que o cachorro entrou na igreja?
Esta é uma charadinha que a Naná, minha sobrinha de 8 anos, fez com meus filhos. A Lalinha, com seus 3 anos, não teve dúvida em responder usando seu próprio repertório de que igreja é lugar de casamento entre pessoas de sexo oposto: "Porque ele foi casar com o cachorro menina".
Todos rimos muito e o RoRo, com 5 anos, entendeu a brincadeira e a resposta "certa" ensinada pela prima: "Porque a porta da igreja estava aberta!". Cada idade, a sua compreensão.
Todos rimos muito e o RoRo, com 5 anos, entendeu a brincadeira e a resposta "certa" ensinada pela prima: "Porque a porta da igreja estava aberta!". Cada idade, a sua compreensão.
Marcadores:
fala de criança,
pensamento infantil
10 de outubro de 2011
Xuxa ou Sandra Peres?
Voltando da escola com meus filhos e um amigo do RoRo, a conversa foi rolando em meio à frase do meu filho: “Eu odeio a Xuxa”. O amigo completou: “Minha mãe também odeia a Xuxa; ela fala que tem muita propaganda de brinquedo da Xuxa. Eu odeio a Xuxa (...). A Tereza e a Helena (amigas da escola) têm o computador da Xuxa e elas disseram que as mães delas também odeiam a Xuxa”. Em simples coro de repeteco, os três vieram rindo no carro com a frase “Eu odeio a Xuxa”. Ouvi e só falei que, além de brinquedo, a Xuxa, quando as mães eram crianças, tinha uma programa na TV. Não entrei na história de a Xuxa ser totalmente sem graça e cantar músicas imbecis que só faziam a criança pular sem estimular nenhum vocabulário, imaginação e brincadeira. Ela não merece maior apresentação. Melhor que continuem achando que a Xuxa é apenas uma figura carimbada em alguns brinquedos e em um parque de diversões, e não a Rainha dos Baixinhos e criadora do sonho de ser Paquita. Se foi rainha, foi porque não tinha tanta gente fazendo continuamente boa música para criança como tem hoje.
O assunto Xuxa se encerrou antes mesmo de chegarmos em casa. Depois do almoço a Lalinha quis brincar com as primas, Kicoca e Dororoca. Cada uma com uma boneca, começaram a conversar quem seria quem na brincadeira. A Lalinha disse “Eu vou ser a Sandra Peres”. Não, disse a Kikoca, “Eu vou ser a mãe da Sandra Peres bebê”. “ Não, você vai ser a vó da Sandra Peres bebê”. E por aí foram tentando definir quem seria quem. Felizmente, para minha alegria e esperança, não queriam ser a Xuxa. Queriam ser alguém que o mundo mirim e adulto admira pela sua expressividade, criatividade, inteligência e respeito à infância. Queriam ser alguém que é simplesmente gente e encanta com palavras cantadas.
Ainda bem que a monarquia acabou. Viva a democracia musical infantil. Viva a possibilidade saudável de identificação.
O assunto Xuxa se encerrou antes mesmo de chegarmos em casa. Depois do almoço a Lalinha quis brincar com as primas, Kicoca e Dororoca. Cada uma com uma boneca, começaram a conversar quem seria quem na brincadeira. A Lalinha disse “Eu vou ser a Sandra Peres”. Não, disse a Kikoca, “Eu vou ser a mãe da Sandra Peres bebê”. “ Não, você vai ser a vó da Sandra Peres bebê”. E por aí foram tentando definir quem seria quem. Felizmente, para minha alegria e esperança, não queriam ser a Xuxa. Queriam ser alguém que o mundo mirim e adulto admira pela sua expressividade, criatividade, inteligência e respeito à infância. Queriam ser alguém que é simplesmente gente e encanta com palavras cantadas.
Ainda bem que a monarquia acabou. Viva a democracia musical infantil. Viva a possibilidade saudável de identificação.
Marcadores:
modelos de identificação
4 de outubro de 2011
Bolo de abóbora com côco
Não é só o chocolate que faz um bom bolo. Para criança avessa a experimentar coisas novas, que tal começar com bolos que levam ingredientes diferentes e saudáveis?
350g de abóbora (para doce) cozida em 1/2 xícara de água. Quando a abóbora estiver bem molinha e fria, bater no liquidificador com:
3 ovos
2/3 xícara de óleo
Em uma tigela, colocar:
1 3/4 xícara de açúcar (de preferência demerara)
1 3/4 xícara de farinha de trigo peneirada
1/4 xícara de aveia em flocos
1/2 xícara de coco ralado
Acrescentar lentamente aos ingredientes secos a mistura batida no liquidificador. Por último, adicionar 1 colher de sopa de fermento em pó.
Colocar em fôrma untada com manteiga e farinha e assar em forno pré aquecido 180°C.
350g de abóbora (para doce) cozida em 1/2 xícara de água. Quando a abóbora estiver bem molinha e fria, bater no liquidificador com:
3 ovos
2/3 xícara de óleo
Em uma tigela, colocar:
1 3/4 xícara de açúcar (de preferência demerara)
1 3/4 xícara de farinha de trigo peneirada
1/4 xícara de aveia em flocos
1/2 xícara de coco ralado
Acrescentar lentamente aos ingredientes secos a mistura batida no liquidificador. Por último, adicionar 1 colher de sopa de fermento em pó.
Colocar em fôrma untada com manteiga e farinha e assar em forno pré aquecido 180°C.
Marcadores:
alimentação infantil,
comida para criança/receitas
3 de outubro de 2011
Sei que estou sendo uma boa mãe...
... quando os olhos dos meus filhos brilham de alegria, tranquilidade, realização, conforto, não porque ganham um brinquedo novo, mas porque o carinho que recebem transforma as coisas simples e banais em grandiosas.
Assinar:
Postagens (Atom)