Minha mãe sempre teve uma receita infalível de bolo de chocolate. Eu adaptei e diria que é um dos melhores bolos que já comi. As crianças adoram.
1 1/2 xícara de farinha de trigo peneirada (ou 1 xícara de farinha de trigo e 1/2 xícara de farinha de trigo integral peneiradas)
1/2 xícara de chocolate em pó
1 xícara de leite
1 xícara de açúcar demerara
2 colheres de sopa de mel
150g de manteiga ou margarina
2 ovos
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de sopa de fermento em pó
Bata na batedeira a manteiga, o açúcar e o mel até formar um creme. Acrescente os ovos (com clara e gema) e bata até o creme dobrar de volume. Acrescente o chocolate e a canela e bata para fazer um creme homogêneo. Aos poucos, acrescente a farinha e o leite alternadamente, mexendo com uma espátula. Bata rapidamente com a batedeira para ter certeza de que não ficou nenhum grumo de farinha. Acrescente o fermento e misture leve e rapidamente. Coloque a massa em fôrma untada com manteiga e farinha e leve para assar. Dispensa até a cobertura!
é o meu espaço, e um espaço para quem mais se interessar, para registrar, desabafar, refletir, questionar e rir das experiências da vida de mãe, de pai, de filho...
24 de agosto de 2010
6 de agosto de 2010
Que vergonha!
Fiquei 2 meses e meio só com faxineira em casa e, por isso, tive que usar parte do tempo que eu tinha com as crianças para fazer alguma coisa doméstica. Disse ao RoRo que quando eu arrumasse uma ajudante eu teria bastante tempo para brincar com ele. Encontrei a ajudante e comecei a colocar a vida em dia. Numa rara tarde de sono dele, ele acordou, tomou seu leite rotineiro e ficou quietinho assistindo a um desenho.
Achei que tudo ia bem, até eu tomar um merecido puxão de orelha: "Mamãe, você disse que quando arrumasse uma ajudante ia ter mais tempo para brincar comigo. Você arrumou a ajudante e está no computador! Vem brincar comigo!" O tom foi tão imperativo que mais do que depressa deixei o que eu fazia para fazer o que eu prometera. Tomei uma bronca tão grande, que me envergonhou.
Achei que tudo ia bem, até eu tomar um merecido puxão de orelha: "Mamãe, você disse que quando arrumasse uma ajudante ia ter mais tempo para brincar comigo. Você arrumou a ajudante e está no computador! Vem brincar comigo!" O tom foi tão imperativo que mais do que depressa deixei o que eu fazia para fazer o que eu prometera. Tomei uma bronca tão grande, que me envergonhou.
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23 de março de 2010
Um tempo para mim
O tempo perguntou pro tempo
quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu pro tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.
Com a Lalinha na escola, tem sido ótimo fazer qualquer coisa sozinha, sem pressa, sem filho pra carregar no colo, dizer não, amarrar na cadeira do carro, correr porque é hora de comer. Sei que daqui um tempo este tempo não vai mais me ser necessário, mas agora ele é vital. Tem 4 anos que minha vida está no tempo dos meus filhos. Parece incrível, mas até o supermercado mudou de cara. Fazer feira em 40 minutos e não em uma hora e pouco é uma glória. Andar no meu tempo tem sido minha grande conquista e prazer.
E com um pouco mais de tempo, muita gente me pergunta se eu não vou voltar a trabalhar. Minha resposta é não, não chegou a hora. Não tenho vontade ainda. Como eu posso querer trabalhar se estou me reencontrando agora? Trabalhar neste momento é um atropelo, não estou inteira (nem meus filhos!).
Bem que eu gostaria de ser o tempo para ter todo tempo que o tempo tem...
Uso do vaso sanitário
Como foi difícil para o RoRo usar a privada. Primeiro, fazer xixi. O xixi intencional só saía no ralo do chuveiro, mesmo fora da hora do banho. Com muita insistência do pai, a privada virou o alvo do xixi. Mas o cocô... Esse, só na fralda, mesmo depois de tirar a fralda noturna.
Na tentativa de obter sucesso, compramos todos os livros e filmes com o tema, privadinhas, redutor de assento. Valia levar livrinho para ler no banheiro, contar história, ter companhia, ficar sozinho, tudo! Até ajuda profissional pedimos (mesmo com o pediatra dizendo que podíamos esperar até os 5 anos) e a orientação foi: "Cheguem em casa e expliquem que ele cresceu e que fralda é coisa de nenê, que ele não precisa dela para fazer côco". Tudo explicado, colhemos o que temíamos, uma tremenda constipação. Voltamos para a fralda, afinal, o RoRo tinha deixado a chupeta, o paninho, a mamadeira... Uma hora ia também abandonar a fralda.
Ouvi as mais variadas hipóteses, principalmente que talvez ele não conseguisse se desprender de sua "obra". Sabíamos que esta hipótese era furada, pois todos os cocôs iam da fralda para a privada com um tchau vitorioso. Este não era o problema.
A situação estava ficando insustentável. Nem fralda do seu tamanho era fácil de encontrar... Ele já estava com quase 4 anos!
A segunda tentativa de erradicar este comportamento foi dizer que ele teria que sentar-se na privada, mesmo com fralda. Imaginávamos que esta seria uma forma de se familiarizar com o vaso. Ledo engano.
Foi aí que nos demos conta que toda essa situação era criada para nos manipular: a hora de fazer cocô era a hora do almoço (e a Lalinha dependia de nós, pais, para comer). Pedir para colocarmos sua fralda era um jeito de ter nossa atenção com exclusividade ou de fazer com que a irmã não a tivesse por inteiro.
Tentamos cortar a situação dizendo que eu não iríamos mais colocar a fralda, que se ele não usasse a privada teria que colocá-la sozinho. Rapidinho ele aprendeu a colocar a fralda. O que demoramos para perceber é que não havíamos feito o corte por inteiro. Ele punha a fralda e nós a tirávamos. A dinâmica continuava a mesma, até que um dia dissemos: "Agora é hora do almoço. Quer fazer cocô na fralda, coloque-a e depois que fizer cocô, tire-a. Um de nós vai no banheiro só para te limpar". Foram 2 dias reclamando. No terceiro encarou o trono na maior naturalidade.
O que lhe faltava não era maturidade, nem limite de "senta e faz, você cresceu". Faltava a compreensão de que a fralda estava sendo usada como um instrumento para ganhar, num determinado momento do dia, atenção exclusiva. Ela tinha poder: eu posso, eu faço. Ela era sua "obra".
Na tentativa de obter sucesso, compramos todos os livros e filmes com o tema, privadinhas, redutor de assento. Valia levar livrinho para ler no banheiro, contar história, ter companhia, ficar sozinho, tudo! Até ajuda profissional pedimos (mesmo com o pediatra dizendo que podíamos esperar até os 5 anos) e a orientação foi: "Cheguem em casa e expliquem que ele cresceu e que fralda é coisa de nenê, que ele não precisa dela para fazer côco". Tudo explicado, colhemos o que temíamos, uma tremenda constipação. Voltamos para a fralda, afinal, o RoRo tinha deixado a chupeta, o paninho, a mamadeira... Uma hora ia também abandonar a fralda.
Ouvi as mais variadas hipóteses, principalmente que talvez ele não conseguisse se desprender de sua "obra". Sabíamos que esta hipótese era furada, pois todos os cocôs iam da fralda para a privada com um tchau vitorioso. Este não era o problema.
A situação estava ficando insustentável. Nem fralda do seu tamanho era fácil de encontrar... Ele já estava com quase 4 anos!
A segunda tentativa de erradicar este comportamento foi dizer que ele teria que sentar-se na privada, mesmo com fralda. Imaginávamos que esta seria uma forma de se familiarizar com o vaso. Ledo engano.
Foi aí que nos demos conta que toda essa situação era criada para nos manipular: a hora de fazer cocô era a hora do almoço (e a Lalinha dependia de nós, pais, para comer). Pedir para colocarmos sua fralda era um jeito de ter nossa atenção com exclusividade ou de fazer com que a irmã não a tivesse por inteiro.
Tentamos cortar a situação dizendo que eu não iríamos mais colocar a fralda, que se ele não usasse a privada teria que colocá-la sozinho. Rapidinho ele aprendeu a colocar a fralda. O que demoramos para perceber é que não havíamos feito o corte por inteiro. Ele punha a fralda e nós a tirávamos. A dinâmica continuava a mesma, até que um dia dissemos: "Agora é hora do almoço. Quer fazer cocô na fralda, coloque-a e depois que fizer cocô, tire-a. Um de nós vai no banheiro só para te limpar". Foram 2 dias reclamando. No terceiro encarou o trono na maior naturalidade.
O que lhe faltava não era maturidade, nem limite de "senta e faz, você cresceu". Faltava a compreensão de que a fralda estava sendo usada como um instrumento para ganhar, num determinado momento do dia, atenção exclusiva. Ela tinha poder: eu posso, eu faço. Ela era sua "obra".
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Acantonamento
No meio do mês passado a escola das crianças fez um acantonamento, uma noite em que as crianças com mais de três anos podem dormir na escola e participar de atividades programadas para a ocasião.
Até o ano passado, mesmo com 3 anos, eu não havia cogitado a ida do RoRo porque ele só dormira sozinho na casa dos meus pais algumas raras vezes e, sempre que questionado se queria dormir na casa de alguém a resposta era não. Achei que seria forçar a barra.
Este ano, ouvindo a confirmação da presença de crianças menores, perguntei-lhe se gostaria de participar do acantonamento. Ele disse que sim, apesar dos pouquissímos amigos de sua sala participarem (e os que participaram estavam acompanhados de irmão mais velho).
A noite chegou e ele estava alegre, feliz, contando para todos que dormiria na escola. Pegamos a mochila arrumada conjuntamente, o colchonete comprado especialmente para a noite, e parti para a aventura de deixá-lo dormir fora de casa pela primeira vez (a casa dos meus pais não conta!).
Confesso que achei tudo diferente. A escola vista à noite, as salas transformadas em quartos, professores e alunos de outro período presentes e do nosso período ausentes, ex-alunos... Era outra escola. Todos brincavam, mas achei o RoRo meio tenso. Vim para casa e resolvi (tentar) dormir no meu horário habitual. Eu não estava tranquila. O RoRo tinha ficado apreensivo no familiar novo ambiente. Com muito esforço adormeci e um tempo depois o telefone tocou. Eram mais de 11 da noite. Enquanto existiu brincadeira ele curtiu. Na hora de dormir, preferiu voltar para casa.
Mesmo sonolenta, o curto percurso de casa para a escola virou uma longa exibição de flashes do meu pai fazendo baldiação noturna de filhos e amigos dos filhos e do que meu futuro me reserva (pensei "Isso é tarefa para pai, mãe já acorda muito na infância!" - apesar de ser totalmente adepta, hoje, a filho, no futuro, só sair a noite de táxi ou outro transporte seguro). Quando cheguei na escola havia um silêncio inabitual - as crianças já dormiam. No pijama verde de aviões, tive orgulho daquela carinha linda cheia de lágrimas. Torcíamos para a empreitada ser um sucesso. E foi. O RoRo teve a vontade de experimentar e a percepção do seu limite. Foi grande. Voltou para casa certo de que nela ele tem o apoio que precisa, trazendo da sua tão saborosa experiência uma bala da pinhata para cada um de nós.
Até o ano passado, mesmo com 3 anos, eu não havia cogitado a ida do RoRo porque ele só dormira sozinho na casa dos meus pais algumas raras vezes e, sempre que questionado se queria dormir na casa de alguém a resposta era não. Achei que seria forçar a barra.
Este ano, ouvindo a confirmação da presença de crianças menores, perguntei-lhe se gostaria de participar do acantonamento. Ele disse que sim, apesar dos pouquissímos amigos de sua sala participarem (e os que participaram estavam acompanhados de irmão mais velho).
A noite chegou e ele estava alegre, feliz, contando para todos que dormiria na escola. Pegamos a mochila arrumada conjuntamente, o colchonete comprado especialmente para a noite, e parti para a aventura de deixá-lo dormir fora de casa pela primeira vez (a casa dos meus pais não conta!).
Confesso que achei tudo diferente. A escola vista à noite, as salas transformadas em quartos, professores e alunos de outro período presentes e do nosso período ausentes, ex-alunos... Era outra escola. Todos brincavam, mas achei o RoRo meio tenso. Vim para casa e resolvi (tentar) dormir no meu horário habitual. Eu não estava tranquila. O RoRo tinha ficado apreensivo no familiar novo ambiente. Com muito esforço adormeci e um tempo depois o telefone tocou. Eram mais de 11 da noite. Enquanto existiu brincadeira ele curtiu. Na hora de dormir, preferiu voltar para casa.
Mesmo sonolenta, o curto percurso de casa para a escola virou uma longa exibição de flashes do meu pai fazendo baldiação noturna de filhos e amigos dos filhos e do que meu futuro me reserva (pensei "Isso é tarefa para pai, mãe já acorda muito na infância!" - apesar de ser totalmente adepta, hoje, a filho, no futuro, só sair a noite de táxi ou outro transporte seguro). Quando cheguei na escola havia um silêncio inabitual - as crianças já dormiam. No pijama verde de aviões, tive orgulho daquela carinha linda cheia de lágrimas. Torcíamos para a empreitada ser um sucesso. E foi. O RoRo teve a vontade de experimentar e a percepção do seu limite. Foi grande. Voltou para casa certo de que nela ele tem o apoio que precisa, trazendo da sua tão saborosa experiência uma bala da pinhata para cada um de nós.
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3 de dezembro de 2009
"Meu peitinho está balançando..."
O RoRo está descobrindo corpos, o seu e o das outras pessoas. Da diferença entre menino e menina a ter cabelos ou ser careca, das cores de olhos, pele e cabelos às capacidades corporais, corpo e suas partes é assunto diário em casa. Peito, peitinho e peitão têm sido temas frequentes. Aparentemente complicado diferenciar um do outro, ajudamos-o assim:
Peito - todo mundo tem, menino e menina, homem e mulher, é toda a região peitoral.
Peitinho - é o mamilo, nome engraçado, difícil de lembrar.
Peitão - é o seio, e insistimos na palavra correta para não vulgarizar ou banalizar tão cedo, o que mais tarde, invariavelmente, vai sair da boca de um ser falante para denominar seio grande, farto.
Essa explicação, aqui, é só para narrar um episódio vivido na subida de uma ladeira. O RoRo pára e fala: "Mamãe, meu peitinho tá pulando".
Não entendi nada. Perguntei o que ele queria dizer. Levantou a camiseta e apontou pro mamilo dizendo, "Aquele..." (de nome difícil de lembrar).
Olhei bem, achei estranho; coloquei a mão em seu peito. Peguei sua mão e coloquei sobre o coração. "É isso que está pulando?", perguntei. "É...", ele respondeu.
"Isso é seu coração batendo. Parece que ele pula, mas a gente diz que ele bate". O RoRo acabava de descobrir a batida do coração, que mora no peito!
Peito - todo mundo tem, menino e menina, homem e mulher, é toda a região peitoral.
Peitinho - é o mamilo, nome engraçado, difícil de lembrar.
Peitão - é o seio, e insistimos na palavra correta para não vulgarizar ou banalizar tão cedo, o que mais tarde, invariavelmente, vai sair da boca de um ser falante para denominar seio grande, farto.
Essa explicação, aqui, é só para narrar um episódio vivido na subida de uma ladeira. O RoRo pára e fala: "Mamãe, meu peitinho tá pulando".
Não entendi nada. Perguntei o que ele queria dizer. Levantou a camiseta e apontou pro mamilo dizendo, "Aquele..." (de nome difícil de lembrar).
Olhei bem, achei estranho; coloquei a mão em seu peito. Peguei sua mão e coloquei sobre o coração. "É isso que está pulando?", perguntei. "É...", ele respondeu.
"Isso é seu coração batendo. Parece que ele pula, mas a gente diz que ele bate". O RoRo acabava de descobrir a batida do coração, que mora no peito!
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11 de setembro de 2009
Água benta de colher
É impossível monitorar minha duplinha o tempo todo. Minha casa é bastante segura, mas quando uma porta de banheiro fica aberta... o perigo está por fio.
Eu fazia alguma coisa na cozinha junto com minha empregada enquanto as crianças assistiam a um desenho na TV. Tudo ia bem até que começamos a ouvir risadas altas e felizes demais vindas do lavabo. O RoRo acabara de fazer xixi e a sempre fascinada por água Lalinha não teve dúvida: pegou uma colher de brinquedo que estava por perto e se deliciou com a água de privada temperada pelo xixi do irmão...
Eu fazia alguma coisa na cozinha junto com minha empregada enquanto as crianças assistiam a um desenho na TV. Tudo ia bem até que começamos a ouvir risadas altas e felizes demais vindas do lavabo. O RoRo acabara de fazer xixi e a sempre fascinada por água Lalinha não teve dúvida: pegou uma colher de brinquedo que estava por perto e se deliciou com a água de privada temperada pelo xixi do irmão...
Mais um presente
Depois do Dia dos Pais veio o aniversário da minha mãe. Meus inseparáveis baixinhos foram comigo comprar um conjunto de calcinha e sutiã para presenteá-la - compra que só foi possível depois que ambos tomaram café expresso da máquina da loja (acho que um deles vai ser barista porque amam café!).
Agora é a vez do meu pai. Perguntei ao Roro o que ele queria dar de aniversário para o avô e ele disse: "Menino ganha brinquedo; menina ganha calcinha". Repliquei: "Menino pode ganhar cueca", e ele, rapidamente, completou: "ou sunga". Ele leu meus pensamentos. Sunga estava na minha lista dos presentes possíveis. O avô vai ganhar sunga para nadar com os netos. O neto está sabendo bem a diferença entre menino e menina, e aprimorando o conceito de presentear.
Agora é a vez do meu pai. Perguntei ao Roro o que ele queria dar de aniversário para o avô e ele disse: "Menino ganha brinquedo; menina ganha calcinha". Repliquei: "Menino pode ganhar cueca", e ele, rapidamente, completou: "ou sunga". Ele leu meus pensamentos. Sunga estava na minha lista dos presentes possíveis. O avô vai ganhar sunga para nadar com os netos. O neto está sabendo bem a diferença entre menino e menina, e aprimorando o conceito de presentear.
12 de agosto de 2009
Presente de Dia dos Pais
Domingo passado foi Dia dos Pais. Mesmo não dando muita importância para datas comerciais, perguntei ao RoRo o que ele queria dar de presente para o pai. Ele foi assertivo: "um avião". Achei que era mais uma de suas viagens e não dei muita bola. No dia seguinte perguntei novamente - porque o pai é dele e acho que a criança precisa aprender a presentear, escolher, participar - e a resposta foi a mesma. Perguntei se o avião era de verdade ou de brinquedo. Para meu alívio ele queria um avião de brinquedo. Não achei má ideia, estávamos em contenção de despesas.
A semana acabava e o meu prazo para a compra do presente também. Perguntei-lhe mais uma vez o que queria dar para o pai de Dia dos Pais e a resposta foi ainda mais pontual: "um avião vermelho". Mas por quê um avião vermelho se a única relação do pai com aviões é que ele viaja a cada dois ou três meses neste meio de transporte? O RoRo não hesitou: "para o papai brincar comigo". Fiquei tão surpresa com a resposta que não tive dúvida, fomos numa loja de brinquedos.
O RoRo não gostou dos aviões; preferiu um helicóptero vermelho. O pai, ao abrir o presente, ficou meio sem jeito, sem entender muito bem porque eu tinha comprado aquele presente (sim, porque quem comprou, de fato, fui eu). Não comprei pelo preço (podia ter dado um CD, se quisesse apenas gastar pouco - e gastaria menos!). Comprei porque eu não tinha entendido porque o RoRo escolhera aquele presente (desconfio que pela imaturidade de entender que um presente deve agradar o presenteado, não o presenteador). Comprei, principalmente, porque achei bonito o filho querer algo para o pai brincar com ele (felizmente o pai brinca bastante com os filhos). O brinquedo sagrou uma relação ímpar. Ninguém podia, pelo menos nos primeiros dias, brincar com o helicóptero porque ele era do pai; ou melhor, ele era o pai: grande, imponente, e só o RoRo podia brincar com ele (pelo menos um pouco mais do que só os fins de semana...).
Não me arrependi da compra do presente, afinal, só se é pai porque se tem filho e, se tem filho, tem que brincar com ele!
A semana acabava e o meu prazo para a compra do presente também. Perguntei-lhe mais uma vez o que queria dar para o pai de Dia dos Pais e a resposta foi ainda mais pontual: "um avião vermelho". Mas por quê um avião vermelho se a única relação do pai com aviões é que ele viaja a cada dois ou três meses neste meio de transporte? O RoRo não hesitou: "para o papai brincar comigo". Fiquei tão surpresa com a resposta que não tive dúvida, fomos numa loja de brinquedos.
O RoRo não gostou dos aviões; preferiu um helicóptero vermelho. O pai, ao abrir o presente, ficou meio sem jeito, sem entender muito bem porque eu tinha comprado aquele presente (sim, porque quem comprou, de fato, fui eu). Não comprei pelo preço (podia ter dado um CD, se quisesse apenas gastar pouco - e gastaria menos!). Comprei porque eu não tinha entendido porque o RoRo escolhera aquele presente (desconfio que pela imaturidade de entender que um presente deve agradar o presenteado, não o presenteador). Comprei, principalmente, porque achei bonito o filho querer algo para o pai brincar com ele (felizmente o pai brinca bastante com os filhos). O brinquedo sagrou uma relação ímpar. Ninguém podia, pelo menos nos primeiros dias, brincar com o helicóptero porque ele era do pai; ou melhor, ele era o pai: grande, imponente, e só o RoRo podia brincar com ele (pelo menos um pouco mais do que só os fins de semana...).
Não me arrependi da compra do presente, afinal, só se é pai porque se tem filho e, se tem filho, tem que brincar com ele!
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5 de agosto de 2009
Viver despenteada
Quando li o texto "Viver Despenteada", de autor(a) desconhecido(a), enviado por uma prima por e-mail, só consegui pensar que nunca fui tão despenteada como tenho sido desde que me tornei mãe (com o agravante de ficar ainda mais despenteada com a franjinha de cabelo novo de pós parto que não disfarça nem com penteado, nem com um bom corte). Só nunca tinha pensado que ser descabelada é ser feliz, autêntica e gostar da vida como ela é...
Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie,
por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade.
O mundo é louco, definitivamente louco.
O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar a pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível.
Então, como sempre, cada vez que nos vejamos
eu vou estar com o cabelo bagunçado
mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.
Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,
toda arrumada por dentro e por fora.
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça,
coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria
e talvez deveria seguir as instruções, mas
quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita
eu tenho que me sentir bonita?
A pessoa mais bonita que posso ser!
O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho,
veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:
Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace,
dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule,
durma tarde, acorde cedo, corra,
voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável.
Admire a paisagem, aproveite,
e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!!
O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo...
Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie,
por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade.
O mundo é louco, definitivamente louco.
O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar a pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível.
Então, como sempre, cada vez que nos vejamos
eu vou estar com o cabelo bagunçado
mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.
Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,
toda arrumada por dentro e por fora.
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça,
coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria
e talvez deveria seguir as instruções, mas
quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita
eu tenho que me sentir bonita?
A pessoa mais bonita que posso ser!
O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho,
veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:
Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace,
dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule,
durma tarde, acorde cedo, corra,
voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável.
Admire a paisagem, aproveite,
e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!!
O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo...
8 de julho de 2009
Eca! - acidente doméstico
Toda vez que eu pensava em acidente doméstico pensava em ingestão de produto de limpeza, fio enrolado no pescoço, mergulho em vaso sanitário, puxão em cabo de panela no fogão, dedo no ventilador, brinquedo em buraquinho de tomada... Com três crianças em casa (meus dois, mais minha sobrinha de seis anos que passava férias conosco), não consegui manter o tempo todo as portas proibidas fechadas para impedir que minha pequena rastejante com o bumbum, com 14 meses, invadisse o banheiro e se deliciasse com um papel higiênico sujo de cocô. Que nojo! Eu nunca tinha pensado que comer lixo era um acidente tão perigoso quanto os outros. A sorte é que em casa todo mundo tinha tomado vermífugo um mês antes... Porta de banheiro, agora, recebe o mesmo tratamento de gaveta com faca!
26 de junho de 2009
Bolo de beterraba
Acho que o único legume que meus filhos não gostam é beterraba, nem crua, nem cozida. Para comerem, costumo colocar meia beterraba média no suco de abacaxi porque seu sabor some e o suco ganha uma bonita cor rosada.
Para experimentar uma outra maneira de incluir - e disfarçar - o alimento, testei uma receita de bolo que ia amido de milho, chocolate em pó e pouquíssimo açúcar (achei que porque a beterraba é adocicada ela adoçaria o bolo - pura ilusão!). A aprovação em casa foi zero. Resolvi, então, testar do meu modo, substituindo a cenoura do bolo de cenoura pela beterraba. Ficou muito bom. O que decepciona um pouco é a cor, que de rosa não tem nada. Mas vale experimentar.
Bata no liquidificador:
350 gramas de beterraba lavada, descascada e picada
3 ovos inteiros
2/3 de xícara de óleo de canola
Numa tigela, coloque:
2 xícaras de açúcar demerara (ou o açúcar de sua preferência)
2 xícaras de farinha de trigo (se quiser usar farinha de trigo integral, use 1 e 1/3 de xícara de farinha de trigo comum e 2/3 de xícara de farinha de trigo integral)
1 colher de sopa de fermento em pó
Acrescente os ingredientes batidos aos ingredientes secos da tigela e misture bem. Coloque em fôrma untada com margarina e farinha (ou açúcar refinado) e leve para assar.
Para experimentar uma outra maneira de incluir - e disfarçar - o alimento, testei uma receita de bolo que ia amido de milho, chocolate em pó e pouquíssimo açúcar (achei que porque a beterraba é adocicada ela adoçaria o bolo - pura ilusão!). A aprovação em casa foi zero. Resolvi, então, testar do meu modo, substituindo a cenoura do bolo de cenoura pela beterraba. Ficou muito bom. O que decepciona um pouco é a cor, que de rosa não tem nada. Mas vale experimentar.
Bata no liquidificador:
350 gramas de beterraba lavada, descascada e picada
3 ovos inteiros
2/3 de xícara de óleo de canola
Numa tigela, coloque:
2 xícaras de açúcar demerara (ou o açúcar de sua preferência)
2 xícaras de farinha de trigo (se quiser usar farinha de trigo integral, use 1 e 1/3 de xícara de farinha de trigo comum e 2/3 de xícara de farinha de trigo integral)
1 colher de sopa de fermento em pó
Acrescente os ingredientes batidos aos ingredientes secos da tigela e misture bem. Coloque em fôrma untada com margarina e farinha (ou açúcar refinado) e leve para assar.
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